Análise de World of Final Fantasy


| Introdução

Final Fantasy é uma das maiores franquias de RPG do mundo, e já vendeu mais de 150 milhões de cópias. O primeiro jogo da série foi lançado em 1987 para o NES.

World of Final Fantasy, lançado em 25 de outubro de 2016 e desenvolvido pela Square Enix, é um RPG cujo foco está na captura de criaturas chamadas de Mirage, e não na evolução de um grupo de personagem e seus equipamentos como em um Final Fantasy tradicional. As plataformas que o jogo esta disponível são: PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, Microsoft Windows, PlayStation Vita.

O principal aspecto desse jogo é que ele engloba personagens e referências a quase todos os  Final Fantasy. Com isso, há muita nostalgia para fãs da série aqui. Nesta história, os irmãos Lann e Reynn são personagens novos, que surgem em um lugar desconhecido, sem suas reais memórias. Este lugar se chama  Nine Woods Hill, e aqui eles se encontram em sua aparência normal, chamada de Jiants.

Ao conversarem com Enna Kross, uma mulher misteriosa, começam a entender que existem dois mundos. O outro mundo é chamado de Grymoire, onde eles devem capturar criaturas chamadas Mirages. Eles os capturam através de um item chamado prismarium. É necessário capturar essas Mirages para que os personagens evoluam e fiquem mais fortes, e só assim poderão recuperar suas memórias e buscar informações do que aconteceu com seus pais, que estão desaparecidos.

Neste outro mundo os personagens podem mudar para uma forma “chibi”, também chamados de Lilikins, e serão acompanhados por Tama, uma Mirage com forma de raposa-voadora falante, que fará o papel de informante durante a aventura. Os irmãos não sabem ainda que fazem parte de uma grande profecia do mundo de Grymoire. Na cidade de  Nine Woods Hill podemos encontrar diversos personagens. Chocolatte, uma mulher fantasiada de chocobo, tem uma loja em que vende itens como poção e antídoto. A fada fofoqueira Serafie que guarda as Mirages que você capturou. O coliseu, gerenciado por um Tonberry com uma voz grave e assustadora, apresenta algumas batalhas extras, desafiadoras. E temos uma sala com a misteriosa “Garota que esqueceu o nome”.

Em Grymoire
Em Grymoire

| Jogabilidade

A primeira surpresa que o jogo traz, é a transição entre as formas Lilikins (chibi) e Jiants (normal). Essa mecânica é importante para a estratégia de combate usada no RPG. Quando estão no formato Lilikins, os personagens são considerados de tamanho médio, e quando estão como Jiants são grandes. Já as Mirages têm quatro tamanhos: pequeno, médio, grande e extra grande.A jogabilidade das batalhas é baseada em empilhar, então esses tamanhos que mencionamos são usados para criar uma pilha de três criaturas, sendo um pequeno, um médio e um grande. Então quando estamos na forma Jiants, usamos uma Mirage pequena e uma média, e na forma Lilikins teremos uma Mirage pequena e uma grande.
Cada Mirage tem um conjunto de fraquezas e resistências elementais, que se somam na pilha. Por exemplo, se equiparmos duas Mirages com 50% de resistência a fogo, ficamos imunes a magia de fogo. Então é importante prestar atenção ao elemento que os inimigos usam, para montar uma equipe eficiente.

 

Untitled Diagram 3 - Análise de World of Final Fantasy

 

Já o tamanho as Mirage de tamanho Extra Grande usam uma mecânica diferente. Na batalha, quando temos um determinado número de pontos de MP, podemos substituir todas as Mirages por essa maior. Essas mirages geralmente são mais poderosas do que as normais, e funcionam como Summons de outros jogos da série. A principal vantagem desse é que, mesmo que esta Mirage venha a ser derrotada, voltaremos para a batalha no estado que estávamos antes de invocá-la. Ou seja, funciona como uma vida extra se usada corretamente.

A captura de Mirages não é feita da forma simplista como em Pokémon. Primeiro, é necessário descobrir a condição para capturar cada criatura. Isso pode variar desde ter que curar ela, dar um golpe de algum elemento específico, dar um golpe crítico sem matar. Observe que nenhuma das criaturas tem que ser derrotadas e sim descobrir o que fazer para capturá-la. Isso muitas vezes se torna bem desafiador e gera uma grande expectativa na batalha.

Outro ponto que torna a jogabilidade mais eletrizante do que a do jogo do Pikachu, é que esse RPG tem árvore de Skills (Yes!). Além das criaturas poderem evoluir para outras Mirages, elas apresentam uma evolução de habilidades. A evolução de habilidades pode ser realizada através de pontos ganhos quando a Mirage sobe de Level.

Além das Mirages, no decorrer do jogo aparecem personagens que se chamam “Campeões”. Estes Campeões são protagonistas de outros Final Fantasy, e recebemos o seu amuleto quando ajudamos a realizar sua missão. Com o amuleto, eles podem ser invocado em batalhas e nos ajudar. Quando invocados, causam algum efeito poderoso na batalha, como um golpe que tira muito dano, ou curar completamente sua equipe. Podemos equipar apenas três deles para as batalhas, e só podem ser usados quando temos energia suficiente.

World of Final Fantasy não tem nada que considero comprometedor na interface e na jogabilidade. Acredito que seja um jogo que deve ser aprendido com calma, pois existem muitas variações de poderes e estratégias que podem ser usadas, tanto para montar as pilhas, quanto dentro das batalhas com as habilidades dos personagens.

Como elemento negativo, é necessário citar que algumas dungeons são muito grandes, com pouca variação no cenário ou avanço na história, tornando sua exploração cansativa.

 

| História 

A história de World of Final Fantasy, apesar de em muitos momentos ser um jogo com humor em excesso devido a muitos trocadilhos que o personagem Lann faz, é sobre amadurecimento. Os personagens evoluem muito, pois a história mostra as consequências que nossos atos podem causar e como devemos pensar muito para reagir às piores situações. Aceitar que muitas vezes, mesmo assumindo os erros e tentando dar o nosso melhor, pode não ser o suficiente. O aprendizado é o que resta nesta situação. Este jogo não tenta ter um final completamente feliz e sim refletir o que é a vida.A parte negativa da história está por conto de partes com explicações meio confusas sobre o mundo do jogo.

| Arte

A arte do jogo é encantadora. Poder ver os personagens de outros jogos da série em forma ‘chibi’ é uma sensação única. E mesmo quando os personagens principais estão na versão normal deles, continuam por ter uma arte muito bem feita.
Vivi – Final Fantasy IX
Vivi – Final Fantasy IX
O jogo é muito expressivo, contém muitos momentos de reflexão e emoção que conseguem ser passada para o jogador facilmente. É legal ver o amadurecimento dos personagens. Seu jeito de falar e a arte passam a sensação de mudança e de que eles não são mais como no início.
Além da forma normal e chibi, temos uma terceira arte nas cutscenes em versão de anime. Nelas, temos a sensação de nem estar em um jogo mais. Essas cutscenes são bem raras, mas sempre que surgem são uma agradável surpresa e geralmente arrancam boas risadas
Versão desenho animado
Versão desenho animado

| Trilha Sonora

Essa parte do jogo é um pouco triste de comentar. Embora a franquia Final Fantasy seja conhecida por ter trilhas sonoras muito boas, World of Final Fantasy decepciona, trazendo músicas originais que não empolgam e as que são de outros jogos sofreram alterações que fazem com que muitas vezes sejam difíceis de notar e associar com a original. Então neste aspecto o jogo faz apenas o funcional, e embora isso não seja ruim, era de se esperar mais pelo que a franquia já fez nesse aspecto até hoje.

 

| Inovação

Podemos dizer que, pensando na franquia, o jogo se diferenciou muito bem. Os visuais em formato de chibi, e a possibilidade de poder variar para o personagem no gráfico mais comum, foram pontos muito bons. A jogabilidade é bem diferente da série principal. Pendendo mais para estilo pokémon, pelo seu sistema de captura, porém com uma maturidade maior na parte de RPG. A árvore de evolução, além de apresentar a mecânica onde os personagens podem ser empilhados com suas mirages, traz muitas opções de estratégia. Acredito, que do que joguei até hoje, o que se fez aqui é único para o gênero também.

 

| Resumindo

  • Jogabilidade
  • História
  • Trilha Sonora
  • Arte
  • Inovação
4.1

Dados adicionais

Foram aproximadamente 42 horas para zerar,  acredito que mais umas 20 horas chegaria no 100%.  World of Final Fantasy é um jogo que eu recomendo para quem já tem uma experiência com RPG. Caso queira adquiri-lo clique aqui.