Análise de Evergate

| Introdução

Lançado em 1 de setembro para PC, Switch, Xbox e PS4, Evergate é um jogo que mistura puzzle com plataforma. Confesso que a primeira impressão que tive quando vi o jogo é “Nossa, isso é muito similar a Ori Blind Forest”, entretanto a comparação para na arte mesmo, pois Ori é um metroidvania com um mapa que vai se abrindo conforme você adquire habilidades, mas Evergate é um jogo dividido em fases, cujas mecânicas vão mudando conforme avançamos.
Para dar uma ideia básica da história, nosso personagem jogável é Ki, um espírito de fogo. Pouco sabemos inicialmente sobre o mundo, e tudo vai se abrindo conforme as fases vão se passando e vamos encontrando memórias, que são importantes para compreender a história por trás e Evergate.

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| Jogabilidade

A jogabilidade básica gira em torno de usar diamantes espalhados pela fase para conseguir realizar saltos. O personagem faz isso direcionando um “raio” ao diamante. Os primeiros que encontramos fazem o personagem dar um grande salto. Quando você faz isso, o diamante é quebrado, e você não consegue mais realizar o mesmo pulo, pois o diamante não reaparece. No início da fase é possível ter uma ideia da solução do puzzle, basta imaginar um caminho até o portal final, e a solução pode passar pelos colecionáveis ou não. Pegar esses colecionáveis é um desafio a mais na fase.

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Entretanto, ter a ideia da solução é mais fácil do que executá-la, pois a maioria das vezes não sai como o esperado. O controle para realizar o impulso tem que ser preciso demais. E qualquer erro nos força a usar o botão de resetar a fase.

Isso torna a jogabilidade frustrante, porque muitas vezes você está próximo do final e comete um pequeno erro, assim vamos ter de começar a fase toda de novo. Seria mais interessante ter o poder de voltar um passo só.

Outro porém, é que para alcançar os colecionáveis, só tem uma forma de executar os puzzles. Isso tira a criatividade de resolver o problema, meio que a solução acaba sendo imposta para o jogador, e não dependendo dele pensar formas de realizar a ação. O jogo força o jogador a descobrir qual o caminho que o desenvolvedor quer que você faça, e não deixar você criar o seu próprio.

Um fator bem positivo em relação às mecânicas, é que o jogo nos apresenta diferentes diamantes, com diferentes efeitos, conforme avançamos, o que nos obriga a pensar em novas soluções com o seu uso. Por exemplo, quando atiramos em um diamante retangular, criamos plataformas que facilitam o acesso de um ponto a outro. Então, sabemos que agora temos que pensar na solução com plataformas.

Evergate é um jogo bom, mas que peca ao trazer puzzles que não permite o jogador usar diferentes formas para a solução. Além disso, faltaram elementos que prendessem e recompensassem mais o jogador depois de cada fase. Acredito que a semelhança com Ori, tanto em relação à arte bonita e a música bem executada acabam por não ser suficiente para gerar uma satisfação completa no jogo.

Além de não trazer grandes inovações, acaba por tentar fazer uma criação de mundo com memórias que não deixam claro o que realmente está se passando, o que acaba por gerar mais uma sensação de algo incompleto do que de enriquecer o mundo.

 

| Trilha Sonora

A trilha sonora é elegante, o que combina muito com o espírito do jogo. As emoções fluem facilmente. E colabora para que a pessoa não fique tão frustrada após as várias tentativas que vão ser necessárias até passar uma fase.

 

| Arte

A arte é muito bonita, e acredito que seja a parte do jogo que mais chama atenção. As cores se destacam, os detalhes fazem com que cada mecânica tenha um visual único. As fases temáticas são maravilhosas.

 

Resumindo
  • Jogabilidade
  • Trilha Sonora
  • Arte
  • Inovação
3.6

Conclusão

Recomendo Evergate se você for o tipo de pessoa que ama plataformas difíceis e não liga de iniciar uma fase do zero, pois por falta de saltos precisos, será necessário realizar uma mesma fase várias vezes. Ele tem uma arte linda e uma trilha sonora emocionante, mas a frustração de recomeçar tudo por qualquer errinho atrapalha a experiência.

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