Entrevista com o criador de Dandy Ace


| Introdução

Dandy Ace é um roguelike que está sendo desenvolvido pelo estúdio indie brasileiro Mad Mimic. O jogo tem seu lançamento planejado para a Steam em 2021. Adicionem o jogo na lista de desejo da Steam para acompanhar o andamento do projeto e ajudar o jogo. Atualmente, eles estão com uma campanha de financiamento pelo Kickstarter, que vai até o dia 24 de setembro.

Conheça um pouco sobre o projeto no trailer abaixo:

Essa entrevista foi realizada com o objetivo de criar oportunidade de outras pessoas conhecerem mais sobre esse jogo brasileiro, e também para ajudar quem tem como sonho ser desenvolvedor de jogos no Brasil.

Agradeço ao Luis Fernando Tashiro por responder nossas perguntas, e com isso permitir que este post fosse realizado.

 

| Entrevista

Garota no Controle: O que veio primeiro, a mecânica ou temática?

Luis Fernando Tashiro: Primeiro pensamos na mecânica do jogo, pois queríamos fazer um game com elementos de roguelike, e só depois a temática estilosa e extravagante de Dandy Ace surgiu para se encaixar na mecânica escolhida.

 

Garota no Controle: Que jogos inspiraram Dandy Ace?

Luis Fernando Tashiro: Sempre falamos que Dandy Ace é a mistura entre Dead Cells e Transistor. Mas além desses jogos temos várias outras referências, como Hades, Magicka e os jogos da série Persona. Além disso, Dandy Ace recebe forte inspiração de Jojo The Bizarre Adventure e Alice no País das Maravilhas.

 

Garota no Controle: Qual o diferencial do jogo Dandy Ace?

Luis Fernando Tashiro: Ao desenvolver Dandy Ace nós trouxemos algo diferente para o gênero roguelike ao adicionar a combinação de cartas (habilidades) como uma das mecânicas centrais do jogo, além de que o aspecto estético do jogo é bem diferente do usual desse gênero.

 

Garota no Controle: Qual o tamanho da equipe de vocês?

Luis Fernando Tashiro: Nossa equipe possui 15 colaboradores, dos quais 10 são desenvolvedores focados na produção do jogo.

 

Garota no Controle: Quais as principais dificuldades encontradas para desenvolvimento e para conseguir que o jogo fosse publicado?

Luis Fernando Tashiro: As principais barreiras são: ser aceito dentro dos marketplaces e conseguir os Devkits para portar os seus jogos para os consoles. Uma vez que essas barreiras são rompidas, todo o resto vem com facilidade.

 

Garota no Controle: Pretendem lançar outros jogos?

Luis Fernando Tashiro: Sim, já temos outro projeto sendo desenvolvido em paralelo. Nossa meta é conseguir lançar ao menos 1 título novo por ano.

 

Garota no Controle: Qual foi o maior aprendizado que você gostaria de passar para outras pessoas, sobre produzir o próprio jogo?

Luis Fernando Tashiro: Desenvolvam jogos pensando no tamanho do seu escopo. Se vocês estão começando, façam projetos mais simples, mas realizem ele do começo ao fim e publiquem eles. Depois pensem em um projeto um pouco mais complexo e com um escopo maior e assim por diante. Não dêem um passo maior que a perna.

 

Garota no Controle: Sobre mulheres na área de desenvolvimento de jogos, o que você tem a comentar sobre isso?

Luis Fernando Tashiro: Hoje temos apenas uma desenvolvedora mulher, mas estamos buscando novas Devs para reforçar a nossa equipe. Temos que reconhecer que nesse ponto elas são as mais pró-ativas tanto no trabalho, como para questionar o que precisam saber no ambiente profissional.

 

Garota no Controle: Que mensagem você gostaria de passar para aqueles que querem desenvolver jogos no Brasil?

Luis Fernando Tashiro: A melhor maneira para entrar no mercado é colocar a mão na massa! Desenvolver jogos, participar dos eventos… Uma boa maneira é iniciar como QA em empresas menores, alguns dos nossos desenvolvedores começaram assim.