Análise de ReTurn: One Way Trip

| Introdução

Titulo 1024x576 - Análise de ReTurn: One Way Trip 

Desenvolvido pela Red Ego Games e publicado pela Green Man Gaming, Re:Turn – One Way trip chega às plataformas digitais, dia 14 de outubro. Com a proposta de apresentar um jogo de terror pixelado 2D, Re:Turn trás uma história razoavelmente boa e puzzles desafiadores. O título pode ser considerado um side-scrolling 2D com aspectos de point and click e de visual novels.

 

| História

 

A proposta do jogo é ser assustador, logo se trata de uma história de terror. Cinco amigos prestes a se formarem no ensino médio resolvem ir acampar. Durante o acampamento eles começam a contar histórias de terror na fogueira até que uma labareda ascende aos céus apagando o fogo. A partir daí os personagens saem para recolher mais lenha e um certo item que é encontrado desencadeia uma discussão um tanto acalorada entre os amigos, o que resulta em um deles se afastando do acampamento para nunca mais voltar.
Os amigos discutindo
Os amigos discutindo

Todos vão dormir, até que Saki, nossa protagonista, acorda no meio da noite, em meio a uma neblina espessa e com os amigos desaparecidos. Ela então sai para explorar a floresta e encontra um trem abandonado. Com a esperança de encontrar os amigos, Saki adentra o trem e logo de cara se dá conta de que o trem não é apenas um trem antigo e quebrado.

Saki adentra a floresta em busca dos amigos
Saki adentra a floresta em busca dos amigos

Confome Saki explora o trem, passado e presente se misturam de forma que o jogador presencie os acontecimentos do passado que levaram à destruição do trem e a origem da entidade que habita o trem até os dias atuais. Munida com sua lanterna e caderno, Saki deve resolver quebra-cabeças diversos a fim de avançar na história, descobrir a verdade e encontrar seus amigos desaparecidos.

Saki explorando o “trem do passado”
Saki explorando o “trem do passado”

 

| Jogabilidade

 

A jogabilidade é bem simples, tanto no teclado quanto em um joystick. O jogador pode andar da direita pra esquerda e vice-versa, acessar o seu inventário, interagir com os objetos do cenário e ligar ou desligar sua lanterna. Os puzzles também giram em torno de se deslocar de um lado para o outro, coletar pistas e, obviamente, utilizar a “cachola” para resolver os problemas.
Saki acessando o inventário
Saki acessando o inventário
Um dos diversos tipos de puzzles encontrados no jogo
Um dos diversos tipos de puzzles encontrados no jogo

Contudo, nem tudo agrada. O primeiro ponto que me desagradou foi a opção de correr. Você só desbloqueia essa opção a partir da metade para o fim do jogo; algo que poderia estar disponível desde o começo. O segundo ponto é em relação à história. Convenhamos, nenhuma história de terror é realmente boa, com uma boa narrativa e boas decisões dos personagens. Para não fugir do padrão, existem várias situações do estilo “filme da Sessão da Tarde” no jogo, como o fato de acamparem no meio do nada e decidirem entrar num trem abandonado e horripilante.

Claro, se os personagens não fizessem isso, não haveria história para contar. Para acompanhar o clichê da história, os personagens em geral são bem genéricos e um tanto “planos”. A personagem mais “redonda” é a protagonista, que foge um pouco do padrão de personagem para esse tipo de narrativa.

O terceiro e último ponto que me incomodou bastante, principalmente ao chegar no final do jogo, foram os puzzles. Desde o começo os puzzles são simples. Apresentam certo desafio e você precisa gastar um tempinho com eles, porém do meio para o final da história, a situação se inverte completamente. Puzzles com instruções ou pistas mal explicadas, objetos que confundem o jogador quanto ao seu uso e a falta de instruções ou dicas por parte da desenvolvedora.

As instruções ou dicas são elementos que merecem destaque nos jogos de puzzle, uma vez que cada vez mais jogos aderem a eles para ajudar o jogador casual, que não está interessado em quebrar demais a cabeça e quer só se divertir. Jogos como The Last of Us, Uncharted e Unravel já contam com as “dicas”, que podem ou não serem desabilitadas pelo jogador.

 

| Trilha Sonora

 

A trilha sonora conta com ruídos, silêncio, faixas de tensão, gritos, explosões e batidas que te pegam de surpresa, de forma que é possível se assustar com o jogo. Digo inclusive que a trilha sonora e os efeitos sonoros são os principais responsáveis por aumentar e diminuir a tensão dos ambientes e acontecimentos do jogo.

 

| Arte

 

A arte pixelada é realmente linda. Ao estilo de jogos pixelados 2D atuais, Re:Turn consegue manter o padrão dos últimos tempos. Porém, a arte não se resume aos pixels, mas também com algumas cenas animadas em 2D em estilo anime. A ambientação horripilante do trem, dos personagens do passado e dos monstros, são extremamente bem feitos, o que, em conjunto com a trilha sonora, são pontos altíssimos do título analisado.

 

Resumindo
  • História
  • Jogabilidade
  • Arte
  • Trilha Sonora
3.4

Conclusão

Re:Turn – One Way Trip, é um bom título para quem gosta de jogos pixelados e história de terror, principalmente as que envolvem mistério e resolução de quebra-cabeças. Contudo, pode ser um título mais estressante para quem não se dá bem com o gênero ou quer apenas relaxar, tendo em vista os puzzles mal elaborados do meio e final do jogo.