Terror em Jogos Retrô

Uma coisa que gostava de fazer quando reunia os amigos era contar histórias de terror passadas de geração a geração. Às vezes, no silêncio da noite, com uma fogueira acesa, assando uma batata, alguém sempre tinha um relato para contar de que aconteceu com um parente próximo, um tio, uma avó, etc. Falando em avó, a minha tinha cada história de assombração que fazia os mais céticos pensarem duas vezes antes de duvidar. Sobre histórias antigas, vamos falar de histórias de jogos de gerações passadas, mais especificamente, de algumas coisas que não se comentavam na época.

 

| Splatterhouse

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Ele não é um jogo totalmente desconhecido, mas, em uma época que não havia internet, era chamado de “jogo do Jason”, justamente porque ele tinha como referência primária a máscara do vilão da série de filmes Sexta Feira 13. Muita gente jogou o segundo jogo da série no Mega Drive e se perguntava onde estava o primeiro. O primeiro fora lançado em 1988 pela NAMCO para arcades, Turbografx-16, FM Towns Marty e NEC PC, ou seja, consoles que pouco brasileiro viu. O primeiro da série é um side-scrolling com um plano apenas, enquanto o 2 e o 3 tem um estilo mais briga de rua.

Mas como não é um review, vamos aos fatos curiosos pouco comentados na época:

– O jogo, ainda que não tivesse o órgão regulador para isso nos EUA, teve de ser acompanhado de um selo de aviso de conteúdo sobre o nível de violência presente no jogo.

– Para atingir um público maior, a SEGA decidiu diminuir a violência no terceiro jogo para que ele não fosse proibido para menores de 18 anos (órgão regulador já existia nessa época).

– Há informações de que algumas máquinas foram retiradas de casas de jogos nos EUA devido à restrição que o jogo tinha devido à violência.

NAMCO não se esqueceu de sua cria e colocou diversas referências a Splatterhouse em outros jogos (até fazer um remake ruim).

– Foi lançada uma versão “bonitinha” do jogo para o Famicom, chamada de Splatterhouse: Wanpaku Graffiti.

Arte da caixa de Splatterhouse: Wanpaku Graffiti
Arte da caixa de Splatterhouse: Wanpaku Graffiti

 

| Night Slashers

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Night Slashers é um jogo beat’em up, lançado em 1993 pela Data East e, por mais que não tivesse nada muito diferente, foi um jogo que fez um relativo sucesso, chegando a ficar entre os 20 melhores beat’em up de todos os tempos, de acordo com heavy.com no ano de 2013.

O jogo é uma curiosidade por si só. Uma briga de rua com tema de filme de terror disputando com os jogos da Capcom em plena década de noventa. Não foi lançado oficialmente no Brasil, ao mesmo tempo que, até o momento, não foram encontrados relatos de pessoas que jogaram isso em terras tupiniquins quando foi lançado. Mas se ele parece ser tão desconhecido, por que falar dele? A resposta está na nossa lista de curiosidades:

– Jogo ficou popular em terras brasileiras com a popularização da emulação, mais especificamente com o emulador MAME.

– Jogo não tem censura em terras nipônicas, por isso o sangue é vermelho ao invés de verde, como nas versões ocidentais.

– Apesar de ser uma briga de rua, ele possui um final para cada personagem (o que é incomum para o gênero) o que faz aumentar o seu fator replay e mais gastos de ficha.

– E sim, se você se interessou por essa parte é porque você jogou esse jogo emulado. XD

 

| Darkstalkers

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O famoso “Street Fighter de terror” foi lançado em 1994 para a placa CPSII da queridinha Capcom. Com um elenco inicial de 10 personagens, o jogo foi um sucesso por melhorar o que era bom, além de trazer uma roupagem nova para o gênero de Fighting games que estava em alta na época. Houve port para os consoles top da época: Saturn e Playstation. Então, vamos para as curiosidades:

– Inicialmente, a Capcom queria licenciar os monstros da Universal Pictures, mas não obteve sucesso e assim fez os personagens do “zero”.

– No Japão, o título Vampire é o mesmo de uma obra da Tezuka Production, porém, Capcom obteve a licença para uso do nome. Pode conferir sobre a série do pai do mangá moderno aqui (https://tezukaosamu.net/en/anime/38.html).

– Os golpes EX’s, muito comuns hoje em dia (aqueles golpes que gastam barra de especial para deixarem golpes mais fortes) que foram muito popularizados em Street Fighter 3, nasceram em Darkstalkers.

Ruby Heart, uma queridinha do grande crossover Marvel vs Capcom 2, foi designada para a série de terror, porém, teve de ser descartada por motivos comerciais na época.

– Foi na versão japonesa de Darkstalkers (Vampire Savior) que Daigo – The Beast conseguiu 286 vitórias seguidas em um fliperama da SEGA em Akihabara, no Japão.

Então, o que acharam? Claro que não foi contado tudo sobre os jogos acima, apenas umas curiosidades. Sintam-se livres para fazer comentários (com respeito, lógico) sobre quais já sabiam, quais foram novidades, se jogaram os jogos e assim por diante.

 

Fontes:

Splatterhouse houseSplatterhouse KontekArcade MuseumWeb Archive -SplatterhouseWeb Archive – Splatterhouser info Arcade historyVazComicsDarkstalkersAwesomegames – DarkstalkersShoryuken – Darkstalkers Fandom Darkstalkersdenofgeek

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