Análise de Pacer

| Introdução

Pacer desenvolvido pela R8 Games ltd. e lançado no dia 29 de outubro para PS4, PC e Xbox One, é um jogo de corrida futurístico, no estilo anti-gravidade, o que significa que controlamos naves que flutuam um pouco acima do solo, ao invés de carros. Isso também significa que essas naves são capazes de alcançar velocidades extremas e correr em pistas impossíveis para carros, cheias de curvas, loops e trechos de cabeça para baixo.

 

 

| Eu sou a velocidade

Primeiro, preciso dizer, que a sensação de velocidade desse jogo é fantástica, que é justamente uma das partes mais cruciais para um jogo de corrida ser divertido. Suas pistas são cheias de pontos de “boosts”, que ativam quando você passa por cima para dar uma velocidade extra para seu carro por um curto período de tempo, mas seu espaçamento geralmente deixa você encadear vários seguidos, se correr da maneira certa. Além desses pontos, a sua nave vai acumulando boost com o tempo, que você pode usar quando quiser. Logo, suas corridas são focadas em sempre tentar passar por esses pontos, e usar o seu boost acumulado em momentos estratégicos para manter a velocidade alta constante.

A sensação de velocidade é incrementada usando de alguns truques, alguns mais comuns, e outro que ainda não tinha visto outros jogos usarem. Primeiro, são os truques de câmera, como adicionar Motion Blur quando um boost é ativado e deslocar a câmera um pouco mais para trás, alterando levemente o ângulo de visão, para dar a sensação que não estamos conseguindo acompanhar direito a nave. Estes truques são mais comuns, usados em quase todo game de corrida com uma pegada mais “arcade”. Agora, o truque que para mim foi novidade, é o de alterar a batida da música de acordo com a velocidade. Aqui, quanto mais rápido você for, mais alto fica o volume da batida das músicas, e dá uma certa empolgação quando isso acontece.

Cenário Futurista
Cenário Futurista

Para alcançar essas grandes velocidades, temos 5 naves a nossa disposição, com diversas opções de customização, tanto cosmética quanto de performance, e também podemos colocar armas, é claro. Na garagem, podemos personalizar a pintura do corpo da nave, o estilo das asas frontais e traseiras, Neons, cor do foguinho que sai do motor, e alguns itens de decoração diversos. Quanto à performance, podemos alterar diversas peças da nave, como o motor, que afetarão os diferentes status das naves, como a velocidade máxima, aceleração, capacidade de curva e defesa.

Para as armas, há uma ampla seleção com diferentes efeitos, como equipar uma metralhadora com tiro constante, mas baixo dano, ou um míssil que persegue um oponente, mas leva tempo para a mira “travar”, ou pode seguir para um caminho mais defensivo, como um dispositivo de invisibilidade, ou um raio que empurra para longe todo mundo que estiver próximo. A variedade é grande para você criar o carro da maneira que quiser. Se não quiser criar também, o jogo te oferece algumas opções padrão para escolher antes das corridas.

Inicialmente, você tem uma seleção pequena de cosméticos e peças para seu carro, mas pode comprar mais usando os créditos que você recebe nas corridas, tanto na campanha, quando nas corridas rápidas. Esse dinheiro também é necessário para liberar todas as pistas e suas versões alternativas.

Gotta Go Fast!
Gotta Go Fast!

 

| Arte Futuro-Modernista

O design das naves e das pistas é um colírio para os olhos. Cada pista contém uma temática única e facilmente identificável, variando bastante em termos de palhetas de cores e construções em torno das pistas. Em um momento podemos estar correndo no meio de uma metrópole, no outro estamos cortando templos budistas em alta velocidade e passando ao lado de estátuas enormes, só para na próxima corrida termos cataratas, lagos e um belo pôr-do-Sol como pano de fundo. E todas com um toque futurista, com diversos Neons espalhados, hologramas, e muitas luzes. Para completar o cenário futurista, temos uma trilha sonora composta de diversas músicas eletrônicas, todas bem animadas.

Como citei anteriormente, o volume e a força das batidas dessas músicas se altera conforme a sua velocidade, então, para aproveitar bem essas músicas, é bom pisar fundo e se manter “a milhão”. No total, são 14 pistas desafiadoras, que ainda por cima apresentam modos invertido e dia/noite, totalizando 8 variações para cada uma. As naves que você pilota também são bem distintas umas das outras, tendo silhuetas facilmente identificáveis à distância. Seus designs são bem cool, e algumas lembram até Pods de Star Wars.

Diversos cenários
Diversos cenários

| Velocidade Mortal

Pacer é um grande jogo de corrida com essa pegada inspirada em F-Zero e Wipeout, muito divertido com gráficos bonitos e música empolgante, e elogiei a sua sensação de velocidade, mas ela também tem alguns probleminhas. Na campanha do jogo, ou o modo “história”, começamos nas categorias mais baixas, e vamos realizando corridas e vencendo torneios, conseguindo dinheiro e patrocínio para subir os rankings e conseguir chegar na categoria mais prestigiada, a Elite, onde liberamos os melhores carros. O problema, é que esses carros são tão bons, tão rápidos e ágeis, que é quase impossível conduzi-los. Isso causa uma boa dose de frustração, pois parece que as pistas não foram feitas para suportar esse nível de velocidade. Para se ter uma ideia, há 4 categorias disponíveis, de F3000, F2000, F1000 e Elite.

Na categoria F3000, as naves têm uma média de 400 Km/h, que vai aumentando gradativamente pelas categorias, até chegar na velocidade média de 1000 Km/h na Elite, mais que o dobro da primeira. Chegar nessa categoria Elite parece um tapa na cara, não uma conquista, pois agora não conseguimos mais realizar curvas direito, as pistas ficam apertadas demais para o ritmo da corrida e trombamos constantemente com a parede. Até não seria um problema, não fosse o detalhe que as naves têm vida e acabam explodindo ao tomar muito dano, nos frustrando quando isso acontece constantemente.

A única forma de evitar isso, é correr pisando no freio constantemente e indo “devagar quase parando” para tentar compensar. Isso meio que vai contra o ideal de um jogo de corrida, onde o divertido é sair pisando fundo o tempo todo. Então, se for jogar, recomendo se manter nas categorias inferiores e evitar a Elite, que é onde o jogo fica mais divertido. Outro ponto negativo que vale à pena ser citado é a falta de um Multiplayer Local, tendo opção apenas do Online. Acho que um jogo de corrida arcade tem quase que obrigação de ter algum Splitscreen, pois é o tipo de jogo perfeito para jogar com os amigos em casa.

Resumindo
  • Jogabilidade
  • Arte
  • Música
  • Inovação
4.5

Conclusão

Pacer é um ótimo jogo de corrida anti-gravidade, com uma boa seleção de pistas e opções de customização para suas naves. Seus gráficos são belos, e sua trilha sonora é empolgante, que ao unir com a alta velocidade das naves, fazer as corridas serem de alta adrenalina. Porém, se torna extremamente difícil de jogar nas categorias mais altas, dada a extrema velocidade das naves e as pistas serem muito apertadas para isso. A falta de um Multiplayer local é um ponto negativo, cujo peso depende de cada um.

 

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