Análise de The Last Blade: Beyond the Destiny

| Introdução

The Last Blade: Beyond the Destiny, foi um jogo desenvolvido pela SNK e lançado para o console NeoGeo Pocket Color no ano de 2000. Mas agora, em 2020, ele está sendo relançado para o Nintendo Switch como parte da nova coletânea NEOGEO Pocket Color Selection, que faz parte das comemorações de 30 anos do NEOGEO, onde a SNK promete trazer grandes clássicos dessa época, para que aqueles que não tiveram esse console possam ter a oportunidade de jogar o catálogo dessa lendária desenvolvedora da época dos arcades.
Layout do NeoGeo Pocket visível
Layout do NeoGeo Pocket visível

| Jogabilidade

NEOGEO Pocket Color foi um console produzido pela SNK e lançado no Japão em março de 1999, e nos EUA em agosto do mesmo ano. Ele foi lançado ao mercado para tentar competir com o Game Boy da Nintendo, mas chegou tarde demais. Pokémon já era uma febre, e o Game Boy um sucesso absoluto. Sua produção durou apenas um ano, devido às baixas vendas. Porém, durou tempo o suficiente para que bons títulos fossem lançados, e alguns desses estão sendo revividos para o Switch, como The Last Blade: Beyond the Destiny.

Vitória na luta
Vitória na luta

The Last Blade é um jogo de luta focado no uso de armas e artes marciais, na mesma ideia de Samurai Shodown, também da SNK, lançado alguns anos antes. Conta com um elenco de 14 personagens para selecionar, sendo 5 bloqueados no início. Cada personagem é especialista em um estilo de arma, e temos diversas armas. Há personagens que utilizam de armas mais comuns, como Katanas, espadas e lanças, mas alguns utilizam armas menos convencionais, como um velho que usa sua vara de pescar e uma tartaruga de estimação para batalhar.

A jogabilidade dos combates segue um design padrão desse estilo. O console tinha apenas dois botões, para um golpe pesado com arma, e um golpe leve de chute ou soco, então há um número limitado de combos possíveis. Temos também a barrinha de especial, que se enche a cada golpe dado, e pode ser usado para dar um golpe mais forte, mas que não é um “Game Changer” como em outros títulos, portanto ele pode ser utilizado várias vezes durante o combate.

Algo que pode ser um diferencial aqui, é que você pode fazer um movimento de contra-ataque, que se acertar o timing exato do golpe do oponente, cancela totalmente o dano que você receberia, e retorna o dano para o oponente. É um jogo surpreendentemente difícil, já que a IA não te dá trégua, então é bom se preparar. Também existe a opção de 1v1 local, então você pode chamar os amigos para lutar.

Ao fim de cada luta que você vence, receberá pontos baseados na sua performance, como tempo e vida restante. Esses pontos podem ser usados para liberar mais coisas extras no jogo, como uma galeria de imagens e histórias dos personagens. Ao zerar o modo história, também é possível liberar 2 mini-games, que não têm nada a ver com luta. Um deles é de baseball, onde você deve acertar a bolinha para ir o mais longe possível, e o outro é quase um jogo de navinha, onde você deve guiar o personagem para desviar de obstáculos, enquanto ele voa pelo céu.

Seleção de personagem
Seleção de personagem

Este jogo tem um gameplay divertido, apesar das limitações do hardware. Mesmo com apenas dois botões, é possível realizar muitos combos legais, pois você pode encadear diversos ataques em sequência. A arte do jogo é bem bonita e chega a ser superior ao seu contemporâneo, Game Boy Color, especialmente na tela de seleção de personagem, em que uma foto estilo mangá é mostrada para cada personagem, e nas pequenas cutscenes.

| O emulador

Este jogo está rodando em um emulador do console NEOGEO original, e vem com algumas funcionalidades interessantes. Por padrão, é mostrado um layout com o console em torno da telinha onde o jogo será mostrado, e este layout ocupa boa parte da tela, sobrando metade da tela apenas para o jogo. Felizmente, temos uma opção para ajustar o zoom, e se preferir a tela do jogo pode ocupar quase toda a tela do Switch. Mas o Layout é bonitinho, e podemos escolher dentre diversas skins para customizá-lo.
Quanto a funcionalidades, uma das mais interessantes é a de Rewind, onde você pode basicamente voltar para alguns segundos antes de onde você está agora. Se a luta estiver particularmente difícil, e você não se importar com um pouco de trapaça, é uma boa ferramenta para ajudar a zerar o jogo. Ele não conta, por exemplo, com um sistema de save state, presente no emulador de super nintendo oficial, então não é possível salvar quando quiser.

 

  • Gameplay
  • Arte
  • Música
  • Inovação
3.5

Summary

The Last Blade: Beyond the Destiny é um bom jogo para aqueles que curtem games retro, e talvez viver um pouco da história dos video games. O NeoGeo Pocket foi um console raro, e poucas pessoas tiveram oportunidade de jogar seus jogos, e a SNK deve receber os parabéns por ajudar a preservar a história e facilitar o acesso a esses games clássicos.

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