Análise de Alan Wake


| Introdução

Alan Wake é um jogo do gênero  de ação e suspense, que foi lançado para a plataforma Xbox 360 em 14 de maio de 2010 e posteriormente para o Microsoft Windows em 2012.

| História 

Alan Wake é um escritor renomeado que vai passar as férias em um local afastado com Alice, sua mulher. O objetivo é relaxar, já que Alan se sente pressionado por já terem se passado 2 anos desde que escreveu seu último livro. Quando chega ao local, um chalé no meio de uma ilha, que fica no meio de um lago, descobre que sua esposa trouxe uma máquina de escrever para ver se sua criatividade finalmente volta. Entretanto, a reação dele não é nada boa, e para esfriar a cabeça, sai para caminhar. Ele então ouve gritos de sua esposa, e nosso escritor vê alguma coisa puxando-a para baixo no lago. Ele pula tentando salvá-la, mas perde a consciência. Cenas que parecem desconexas começam aparecer como flashs na cabeça de Wake, e aqui é que começa o papel do jogador na aventura. Precisamos descobrir o que aconteceu com Alice, e se o que vemos na história é real, ou se tudo seria apenas uma visão distorcida de quem está contando.

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A história de Alan Wake é dividida em 6 episódios. A duração de cada episódio é longo, o que pode tornar o jogo um pouco cansativo. Entretanto, cada episódio aumenta nossa curiosidade para descobrir o que realmente está acontecendo. A história é confusa e cheia de reviravoltas, o que vai levar a todos que jogam a criar grandes teorias e conclusões diferentes. Isso é um ponto muito positivo, pois acredito que discussões sobre jogos é algo que só tem a agregar. Além de explorar pontos de vistas de pessoas diferentes, estimula a criatividade.

 

| Jogabilidade

Durante o jogo, Alan é atacado por seres sombrios, chamados “Taken”. Para enfrentá-los, ele recebe apenas uma lanterna, pois a luz é capaz de afastá-los. Com isso, aprendemos que enquanto tiver alguma fonte de luz, seus inimigos da sombra não conseguem te atacar. No início, apenas vamos de um ponto a outro com a lanterna, fugindo dos monstros. Enquanto corremos, eles podem realizar golpes por trás de nós, mas é possível escapar destes ataques se esquivarmos no momento correto. O sentimento de tensão é grande. Quando conseguimos a arma de fogo, uma das opções pode ser matar os inimigos. Porém, nem sempre isso é possível, pois a sua estratégia muitas vezes pode variar. Existem momentos que o objetivo do jogador é apenas se defender com a lanterna. Em outro, dependendo da quantidade de inimigos, é muito mais fácil usar um sinalizador para afastá-los inimigos e continuar. Os carros também são usados como arma, já que podem ser usado para atropelar. A jogabilidade então é sempre renovada com o aprendizado de uso de um novo item, uma lanterna ou arma diferentes, o uso do carro e com a tentativa de diferentes estratégias de seguir até o objetivo.

Com a luz da lanterna também é possível ver escritas ‘invisíveis’ deixadas em pedras e paredes. Estas podem ser dicas, que geralmente levam a caixas de sobrevivência, onde encontramos as baterias das lanternas e a munição de alguma arma. Também podem nos levar a lugares que é possível encontrar páginas soltas que contam parte da história e ajudam no melhor entendimento da situação que nos encontramos. A luz é muito importante no jogo. Além de ajudar com inimigos, é em feixes de luz que o jogo é salvo. Acredite, você vai querer encontrar com frequência no jogo!

 

| Arte

A arte é escura na maior parte do tempo. A história acontece, na maioria das vezes, à noite e as sombras fazem parte da história. São as responsáveis por Alan ver tudo de uma forma diferente do normal. Além disso, está é uma história de suspense, podendo até ser considerada terror, então faz sentido que a ambientação colabore para gerar este sentimento no jogador.

O jogo consegue cumprir esse papel de causar tensão com seu visual, entretanto o medo vem muito mais pelos ambientes serem escuros, o que dificulta ver de onde os inimigos vêm. A aparência destes não chega a assustar, pois, eles parecem humanos com uma aura de sombras. A variação de inimigos, e suas características, foi um ponto fraco do jogo, já que não foram muito bem exploradas. Aliás, muitas vezes você é atacado por objetos comuns, como barris e pneu, arremessados pela escuridão.

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| Trilha Sonora

Alan Wake tem uma trilha sonora que se aplica muito bem às situações que o personagem vive no jogo. Cumpre com as expectativas quando tem de dar medo, gerar suspense, causar tranquilidade e até surpreender. Além disso, estas combinam muito bem com cada cenário. Por exemplo, quando Alan tem uma luta contra os “Taken” em um lugar próprio para celebrações de músicas, há um show de luzes e músicas acontecendo enquanto a batalha ocorre. Várias músicas desta trilha sonora podem ser ouvidas após o término do jogo por serem bem memoráveis. São muito boas e marcam o jogador.

 

| Inovação

Não sou de jogar muitos jogos como estes, mas a parte que me surpreendeu bastante foi referente à câmera. Ela faz com que tenhamos de desviar com os monstros nos atacando pelas costas, gerando uma sensação maior de tensão, já que não podemos ver tudo em volta. A história de Alan é contada de uma forma desconexa. Não é fácil entender o que está acontecendo, mas isso permite também a criação de teorias e uma expectativa muito grande para o próximo capítulo. Pensando em evolução para indústria de jogos, acredito que o jogo não traz grandes novidades, mas tem uma boa execução no que se propõem a fazer.

 

| Resumindo

 

  • Jogabilidade
  • História
  • Trilha Sonora
  • Arte
  • Inovação
4.1

Dados Adicionais

Foi cerca de 20 horas para zerar. É possível conseguir todas as páginas da história no jogo e isso aumentaria a jogabilidade em algumas horas.

Alan Wake é um jogo que recomendado para pessoas que gostam de suspense e aventura.