Análise de Sky Racket


| Introdução

Sky Racket é um jogo do gênero Arcade/Shoot’em up, lançado em 22 de outubro de 2019 para as plataformas Nintendo Switch, Microsoft Windows, Linux, macOS e Mac OS Classic. Também poderá sair para as plataformas PlayStation 4 e Xbox One. Desenvolvido no Brasil, pela Double Dash Studios, concorreu a vários prêmios nacionais e internacionais:

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| Jogabilidade

Em Sky Racket o jogador pode assumir o papel de RacketBoy ou RacketGirl para salvar a galáxia de um gênio tirano destrutivo. A principal jogabilidade está em rebater os ataques dos inimigos com uma raquete. Sendo um jogo estilo SHMUP, os inimigos atiram contra o jogador, e alguns desses tiros podem ser rebatidos. O personagem sozinho não ataca, é apenas rebatendo os tiros que podemos lutar, e abrir caminho pelas fases. É como se jogássemos tênis em um espaço aberto. Se isso já não fosse inovador o bastante, é possível destruir blocos que fazem parte do cenário, como nos antigos jogos de “quebrar blocos”, como Breakout. Os inimigos são uma variação de loucura, variando de patos, sanduíche de gato, coelhos fofos, robôs espaciais e até bananas.

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Os comandos são bem simples de aprender, típicos de arcades, porém a dificuldade do jogo não é nada fácil. Quando pensamos que aprendemos tudo, vem um novo mundo com alguma reviravolta que faz com que tenhamos que reaprender e tentar ser muito melhores do que no mundo anterior, se quisermos passar a fase. No total são 5 mundos de muitos desafios. Se começar a jogar, é difícil parar, porque é muito divertido.

Existe um detalhe importante e relevante que é preciso citar. Na maior parte do tempo, consegui jogar sozinha. Mas, quando cheguei ao chefão do quarto mundo, tive que pedir ajuda para o meu Player 2. E aqui vem uma parte negativa, a dificuldade desse chefão pareceu muito desbalanceada, sendo muito mais difícil do que todas as fases anteriores. Mesmo com a ajuda do Player 2, foi bem difícil vencer. Concentrar-se em desviar dos tiros, rebater a bolinha, e tentar acertar o chefão, foi muito desafiador.

 

| Arte

A arte é muito colorida e viva. Existe uma grande variação de cenários: florestas invertidas, templos antigos, nuvens coloridas, uma metrópole gigante e cavernas cobertas de néon. Todos eles são muito ricos em detalhes e sempre te dão vontade de seguir para ver o que mais o ambiente vai lhe proporcionar.

As artes dos Boss são um capricho fora de série. O boss abaixo era tão bonito que nem liguei de morrer várias vezes, assim tinha mais tempo para ficar admirando a arte.

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Os inimigos são bem variados e cada um tem seu pequeno charme. Até mesmo os blocos que são quebrados foram caprichados a ponto de serem distintos em cada mundo e a terem uma carinha, que até arranca um sorriso do jogador.

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| Trilha Sonora

A trilha sonora lembra muito as músicas de jogos arcades, o que combina muito bem com o jogo. Cada situação de Sky Racket parece se encaixar adequadamente com a faixa tocada. Entretanto, talvez faltou alguma faixa que ficasse mais presa a cabeça do jogador ao término do jogo.

 

| Inovação

Acredito que esse jogo conseguiu ser único. Sua jogabilidade é muito diferenciada e criativa. A ideia de rebater as bolinhas é muito boa e fazer uso dessa mecânica referenciando outros jogos clássicos como pinball e pong, foi genial. Sky Racket é uma carta de amor para os fãs dos clássicos, é um jogo do presente que consegue mostrar um passado de uma forma nunca vista antes.

 

| Resumindo

 

  • Jogabilidade
  • Arte
  • Trilha Sonora
  • Inovação
4

Dados adicionais:

Foi cerca de 10 horas para zerar. Cada fase tem vários desafios, então para fazer 100% levaria mais tempo.

Sky Racket é um jogo que recomendado para pessoas que gostam de jogos difíceis, caso contrário a pessoa pode se frustrar.