Just Dance, como é ser um competidor?


| Introdução

Just Dance é um jogo de dança que surgiu em 2009, desenvolvido pela Ubisoft, cujo sucesso foi tão grande que se tornou um jogo anual. Para quem frequenta eventos de jogos, é muito difícil não ver pessoas dançando e se divertindo em Just Dance. Neste post, falamos com Pedro Paulo Freire, um competidor de Just Dance, que por meio desta entrevista, tenta mostrar como é competir e dar dicas para pessoas que tem vontade de participar de competições.


| Perguntas:

Garota no Controle: Por quanto tempo participou das competições de Just Dance?

Pedro Paulo Freire: A primeira competição em que participei foi no final de 2015, e estou competindo até hoje.

 

Garota no Controle: Você treinava diariamente? Quantas horas?

Pedro Paulo Freire: Treinava mais nos finais de semana, mas quando chegava perto de um campeonato importante, treinava todos os dias. Cerca de 1h30 por dia, já que necessita de um descanso físico.

 

Garota no Controle: Como funcionam as competições no Brasil?

Pedro Paulo Freire: As competições oficiais que já ocorreram no Brasil foram as seletivas para a JDWC (Just Dance World Cup) e para o MAC Challenge. Antes de 2017, as seletivas da JDWC ocorriam numa única etapa na Brasil Game Show em São Paulo. Em 2017 e 2018 ocorreram diversas etapas seletivas da Just Dance Tour no Brasil, que qualificaram e levaram os ganhadores para a final brasileira na CCXP. No ano passado não houve o JDWC, mas na América Latina houve o MAC Challenge que qualificou em 4 cidades brasileiras, com etapas presenciais, e a final brasileira também na CCXP. Esse torneio foi dividido entre feminino e masculino, e a final latino-americana será mês que vem no dia 17, adaptada para uma versão à distância devido à pandemia. Os campeonatos não oficiais também ocorrem por todo o Brasil, principalmente em eventos de cultura pop e de videogames.

 

Garota no Controle: As premiações, são prêmios em dinheiro?

Pedro Paulo Freire: A premiação dos campeonatos oficiais costuma não ser em dinheiro, mas recentemente tanto na final francesa da JDWC, como para a premiação do JD MAC Challenge, a coisa tem mudado. O campeão e a campeã do MAC Challenge vão levar o prêmio de 2500 dólares cada. Nos campeonatos não oficiais é mais comum premiação em dinheiro, mas isso depende apenas do organizador e patrocínios.

 

Garota no Controle: No exterior, tem algum diferencial?

Pedro Paulo Freire: No exterior, muitos países seguem o mesmo modelo do Brasil (qualificatórias online somadas às presenciais para formar uma final nacional presencial), mas apenas um número limitado de países possui etapas presenciais. Os demais têm apenas qualificatórias online e muitos têm de dividir sua vaga entre grupos de vários países para uma única vaga: Benelux, Países Nórdicos, Resto da Europa, Resto da América, resto do mundo. Têm sua vaga garantida: Brasil, México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Itália, Alemanha, Reino Unido, Polônia, Rússia, Austrália e França.

 

Garota no Controle: O que é necessário fazer para virar um competidor?

Pedro Paulo Freire: Para competir nos torneios oficiais é necessário ter pelo menos 13 anos, e caso você se qualifique sendo menor de idade, terá de ser acompanhado de um responsável para a final nacional ou internacional. No demais, basta ter amor ao jogo e espírito competitivo para poder participar!

 

Garota no Controle: Todo ano, sai um novo Just Dance, as músicas das competições são sempre as novas? A dificuldade de cada uma é levada em consideração para ser escolhida em competições?

Pedro Paulo Freire: Sim, as competições sempre seguem o jogo mais recente lançado e isso estimula os participantes a sempre se atualizarem com as novas músicas e coreografias. A dificuldade é sempre considerada para a divisão de músicas para cada etapa, sendo que as classificadas como Extremas costumam estar no embate final.

 

Garota no Controle: Qual a melhor música do jogo para você?

Pedro Paulo Freire: Minha música favorita é Get Ugly, do Jason Deruloo, que é do serviço Just Dance Unlimited e adicionada a partir do JD2016.

 

Garota no Controle: Qual a música que a maioria dos competidores não gosta?

Pedro Paulo Freire: Geralmente os competidores não gostam de cair em músicas “troll” como “Beep Beep I’m a Sheep” pelos passos nada convencionais ou músicas em que a captação dos movimentos é menos precisa como “John Wayne”. Nos jogos mais recentes a captação tem melhorado, embora ainda haja músicas que exigem certos truques para pontuar.

 

Garota no Controle: Para você, o que torna um competidor bom?

Pedro Paulo Freire: Para mim um bom competidor sabe jogar com prazer e põe levar o embate como algo divertido, acima de tudo. O nervosismo é algo que pode atrapalhar bastante na hora de dançar, então é muito importante ter calma e aproveitar o momento também. Isso acaba ajudando a pontuar melhor e também a dançar melhor para quando há jurados.

 

Garota no Controle: Que aprendizado você gostaria de passar para quem quer competir?

Pedro Paulo Freire: Deixo como dica que sempre o importante nas competições são as amizades e lembranças que você leva consigo depois e isso vale mais que sua colocação no torneio. A vontade de ganhar é muito importante, desde que não deixe isso atrapalhar você mesmo de curtir a competição também.

 

Garota no Controle: Se o pessoal quiser tirar alguma dúvida com você, tem algum contato?

Pedro Paulo Freire: Fico super feliz em poder ajudar e responder quem queira saber mais lá pelo Direct no meu Instagram (@pedropaulo.fo). Fico ao-vivo também lá na Twitch pelo user PedroPauloFO e poderei responder na hora 🙂


| Vídeos

Confira alguns vídeos:

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